Em sua terceira passagem por Porto Alegre desde que deu início a sua carreira solo, a Finlandesa (que reside atualmente na Argentina) superou expectativas em diversos sentidos. Apesar de a banda ter ficado indisposta após sua passagem por Salvador, Bahia (segundo um dos membros da banda, a comida local não lhes fez muito bem) e a cantora ter mostrado-se reservada ao interagir com os fãs durante o pré-show, ao longo das quase 2h de apresentação a banda esbanjou energia, simpatia e talento em uma performance que, pode-se dizer, foi a melhor dentre as três já vistas na capital gaúcha. A proximidade com o público foi tanta que a cantora apertou a mão de diversos fãs e, pasmem, deu a bochecha para ser beijada (seria isso influência do marido argentino Marcelo Cabuli?).
O show contou com 17 músicas, dentre elas clássicos do My Winter Storm(2007), What Lies Beneath (2010) e, é claro, do Colours in the Dark (2013). Além disso, o público pode contar com 3 covers (The Phantom of the Opera e Slaying the Dreamer, do Nightwish e Goldfinger, tema de James Bond). Os pontos altos do show foram as músicas Anteroom of Death, Never Enough, Until Silence ( onde a cantora desceu do palco e caminhou pelo Teatro do Bourbon Country, em meio aos fãs, durante a música toda), Victim of Ritual, Slaying the Dreamer e, também, a música de encerramento Until my Last Breath.
É importante salientar que a acústica do local é ótima e contribuiu muito para que o show fosse uma experiência ainda mais memorável. O público, também, contribuiu muito para a experiência: não houve bagunça, nem brigas; houve respeito acima de tudo (o que facilitou muito o trabalho dos seguranças do local).
Ainda sobre o show, a formação escolhida pela cantora para a realização dessa turnê, além de muito talento, tem também ótima presença de palco e entrosamento. A interação com o público foi constante (os guitarristas permitiram que os fãs tocassem em suas guitarras em algumas das músicas). As guitarras ficaram por conta de Alex Scholpp e Julian Barrett, o baixo (de seis cordas) ficou ao encargo de Pit Barrett (sim, irmão de Julian), Guillermo de Medio nos teclados e Nicolas Polo ficou com a grande responsabilidade de mostrar que, assim como Mike Terrana que acompanhou a cantora nas duas primeiras passagens por Porto Alegre, também consegue destruir na bateria.
Um ponto baixo do show, mas que mesmo assim não o fez menos imperdível, foi a substituição da música Dark Star que vinha sendo tocada nas apresentações pelo Brasil, pela Damned (vampires) and (gothic) Divine que, apesar de ser uma das melhores do albúm My Winter Storm, não ficou tão boa ao vivo. No entanto, foi durante esta música que a cantora pegou uma menininha da plateia e a abraçou (a maternidade parece ter feito muito bem à cantora).
Todos os pontos considerados, resta dizer que nós, gaúchos, não vemos a hora de ver a, para muitos, Deusa do Metal de volta em terras Porto Alegrenses. Perdeu esse show? Não desanime! A cantora mencionou, durante a apresentação, que já tem ideias para um novo álbum! Stay tuned!
Vem com a genteney curtir as fotos desse super show!