Desde que cancelaram a passagem da Mylo Xyloto Tour no Brasil, uma legião de fãs aguardava a passagem do Coldplay no país. A banda, que exibe com orgulho um dos maiores fãs clubes do mundo, deixou os brasileiros esperando por anos a oportunidade de ver um espetáculo digno da grandiosidade do nome. Mas esses dias de espera acabaram.
Desde o lançamento do Ghost Stories, as especulações já começaram: Novo álbum? Nova tour? Fim da banda? Eles vêm? Precisou de um tempinho a mais para termos essas respostas.
Não passou muito tempo do lançamento do Ghost Stories e a banda já estava produzindo seu novo trabalho: A Head Full Of Dreams. Esse prometia ser uma releitura da banda, carregado de energias positivas e cores, de novos sons e de novas melodias.
A divulgação do CD e da Tour começou rápido. Muito mistério e jogadas de marketing para despertar a curiosidade de todos: Certamente seria grande. E não demorou muito para encontrarem balões coloridos espalhados pelo mundo anunciando a passagem da banda para o Brasil. E isso foi só o começo.
As filas já começaram na compra do ingresso: Gigantes. A ansiedade tomou conta de todos, que brigaram para conseguir um lugar nas disputadas arenas Allianz e Maracanã. Em algumas horas os ingressos já estavam esgotados.
E as filas não acabaram: Teve muita gente que resolveu chegar cedo (e até os corajosos que dormiram na fila) para garantir o melhor lugar. Quando os portões abriram, não demorou para que a casa estivesse cheia, pronta para receber os queridos Chris, Johnny, Guy e Will.
A primeira emoção era logo na chegada: todos ganharam bottons com a palavra “love” escrita e a sua xyloband, presentes da banda para os fãs mesmo antes de entrarem no palco.
O show contou com a abertura da conterrânea Tiê, cantando algumas canções do seu repertório, incluindo a famosa A Noite. Teve também a participação mais que especial da britânica Lianne Las Havas, que surpreendeu a todos com seu estilo marcante e voz potente.
E finalmente eles chegaram. E toda a promessa se cumpriu: Foi um espetáculo grandioso. Ouvir a set que a banda preparou com tanto carinho para essa turnê sul-americana tocando trouxe sonhos e realizações a todos que estavam ali. Foi mágico.
Teve direito a chuva de papéis coloridos logo no começo, o retorno das xylobands, pulseiras iluminadas que ficaram famosas na última tour da banda, teve bolas coloridas, efeitos pirotécnicos, festival de laser e luzes, efeitos visuais e um repertório pra ninguém botar defeito.
A banda fez questão de apresentar os principais hits dos dois últimos trabalhos, sem deixar de lado alguns sucessos que marcaram a carreira e a história deles: Yellow, Clocks e The Scientis, a insubstituível Fix You, o sucesso Viva la Vida e as recentes Paradise e Every Teardrop is a Waterfall.
Eles também tocaram as mais queridas dos dois últimos álbuns: Magic, Ink, Everglow. E pra cada apresentação, duas músicas surpresa: Uma antiga e outra a pedido do público, que podia mandar um vídeo no Instagram pedindo a música que mais queria ouvir ao vivo e explicar o motivo. Para São Paulo foi Trouble e o pedido para Speed of Sound e no Rio foi Shiver e o pedido para A Message. Esses momentos foram muito especiais por mostrar que a banda realmente escuta o público e não deixa de levar em conta nossos pedidos. E quem achava que a banda tinha parado por aí, não! Eles ainda fizeram um cover emocionante de Heroes, do inesquecível David Bowie.
Emoção durante o show não faltou: Foram 3 palcos, dividindo o show em algumas etapas. Teve também pedido de casamento durante o show, para a surpresa de todos os presentes. Teve músicas dedicadas aos fãs brasileiros. Sem contar os diversos momentos de interação do Chris com a plateia, que tentou falar em português tudo o que aprendeu, e quando não dava pedia desculpas ao público.
Quem estava lá viu dois espetáculos: um da banda, outro do público, que estava brilhando colorido com as xylobands, cantava alto todas as músicas, pulava e chorava de emoção a todo instante.
Foi magico, verdadeiro, maravilhoso. Foi para carregar na memória daqui até a eternidade. E teve uma promessa de retorno breve. A Genteney já está esperando.